

Realizada por um vasto grupo internacional de cientistas e de centros de investigação, e apoiada pelo National Human Genome Research Institute (NHGRI), nos EUA, a descodificação do genoma do mandarim permitiu identificar mais de 800 genes que têm um papel na capacidade deste pássaro de aprender e elaborar a partir daí os seus cantos.
Mas não ficam por aqui as novidades. Outra descoberta importante tem que ver com o facto de o canto destes passarinhos envolver uma actividade genética regu- latória a nível cerebral que se baseia, não em genes mas em pedaços do genoma que têm sido considerados como junk DNA - ou lixo genético, traduzindo à letra.
Os cientistas já tinham começado a perceber que estes bocados de genoma que não codificam genes, e cuja função foi durante muito tempo um mistério, também estão afinal envolvidos em funções importantes. A descodificação do genoma do mandarim vem não só confirmar isso como dar pistas para algumas possíveis funções. Neste caso a que tem que ver com a elaboração da sua linguagem.
"Comparando o genoma do mandarim com o genoma humano deveremos poder agora ampliar os nossos conhecimentos sobre as vocalizações humanas e a sua aprendizagem", afirmou o director do NHGRI, Eric Green, sublinhando que "essa informação poderá ajudar os investigadores que estão envolvidos no de-senvolvimento de novas formas de diagnóstico e de tratamento de perturbações da linguagem, como a gaguez, ou o autismo".
Para David Clayton, que estuda o sistema neuronal do mandarim e que participou na descodificação do seu genoma, o facto de a equipa ter verificado o envolvimento do tal material genético que não codifica genes na actividade canora destes pássaros "é uma boa surpresa", porque confirma a sua importancia.
http://www.saudeanimal.com.br/mandarim.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mandarim_(p%C3%A1ssaro)
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